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domingo, 25 de agosto de 2013

Escolarizando o Mundo

Outro documentário excepcional: Escolarizando o Mundo
Indicado pelo Ahlan Dias.

Fico me perguntando se ainda podemos aproveitar as atuais estruturas físicas das nossas escolas para promover uma real troca de conhecimentos entre estas comunidades e pessoas tão ímpares. Comunidades com diferentes formas de enxergar e lidar com a terra, com os bens naturais, com a vida de uma forma geral. Sempre tive um pé atrás com as instituições educacionais e, cada vez mais, percebo o quanto somos introduzidos em um mundo do qual não fazemos parte.

Educar é um termo que vem do latim educare, que significa literalmente "conduzir para fora", ou mesmo, preparar o indivíduo para o mundo. E é realmente isso que nos ocorre diariamente e não nos damos conta. Somos preparados para viver algo externo à nossa cultura. Somos preparados para esquecermo-nos da onde viemos.

Neste exato momento minha cabeça está embaralhada, terei que refletir mais sobre estes últimos documentários. Já no início do filme, a colocação de uma especialista me fez lembrar a minha época de Tupy e da própria forma em que a escola surgiu: "Havia uma elite que queria treinar pessoas para cumprirem suas necessidades." (O início da chamada "educação").

As provocações positivas do filme são decorrentes: "Quem realmente se beneficia quando todas as crianças do mundo são educadas da mesma maneira?"; "A bandeira americana não foi fincada em solo estrangeiro para adquirir mais território, mas sim para o bem da humanidade".

E as reflexões não datam apenas do início deste processo "educacional", mas também de fatos bem contemporâneos, como a exaustiva tentativa dos governos de "salvarem a economia" impulsionando o consumo ou obedecendo a padrões mercadológicos dos Bancos Mundiais, como ocorre até no projeto "Educação para Todos".

Enfim, ao mesmo tempo em que este documentário nos abre a mente, ele nos coloca nas costas um fardo absurdo de desânimo. O debate propõe preservar as tradições culturais e os cuidados com a preservação da terra, mas também de ponderar até onde nossa economia e ciência tem relevância. Se por um lado temos uma medicina em pleno avanço, por outro temos doenças que nós mesmos criamos em decorrência da nossa economia. Em termos educacionais, o que podemos fazer? Ainda temos salvação? Não no sentido exotérico, no sentido físico mesmo. Será que ainda podemos salvar o ser humano, suas tradições, seus cuidados com a terra? Podemos começar agora? De que maneira? O que eu, Marcus Carvalheiro, posso fazer a partir deste exato momento?

As alternativas são tantas, mas não sei por onde começar. Tenho medo de olhar pra trás e ver que já se passou uma vida e não consegui achar respostas para nenhuma destas perguntas. Preciso saber de uma vez por todas qual minha (nossas?) função nisso tudo e em que posso colaborar.

http://www.youtube.com/watch?v=6t_HN95-Urs

1 comentários:

Leticia Nogueira disse...

Marcus, você reproduziu em palavras tudo o que eu sentir ao ver o documentário. A frase "ainda temos salvação?" foi a mesma que eu me fiz, creio que quando terminamos de assistir o documentário nos sentimos incapazes diante do sistema imposto, sistema no qual fazemos parte infelizmente, prezado lutar pela transformação, nem que seja apenas do nosso meio, é a melhor saída pra lavar a alma de tanta incoerência nesse mundo. Abraços!

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